DICAS MATADORAS DE FOTOGRAFIA!

Seguem abaixo algumas DICAS MATADORAS DE FOTOGRAFIA!

Não se preocupe se não entender alguns dos termos usados, é porque está bem no começo da sua caminhada na fotografia e precisa estudar mais um pouco! Não desista, estarei sempre enviando textos e vídeos explicando alguns destes termos de fotografia.
Boa Leitura!

DICA 1 - DIGA “CLIQUE” E TIRE FOTOS MENTAIS.

Eu tiro fotos mentais o tempo inteiro. Num restaurante, percebo que a luz da vela na mesa e do lustre no teto atravessam as taças com água, criando refrações e sombras interessantes e “Clique”. Estou caminhando e vejo uma linda luz dourada do sol iluminando as folhas de uma árvore. “Clique”. No trânsito, vejo uma luz rebatendo no retrovisor de um carro e iluminando o rosto da motorista de forma simples, porém bonita. “Clique”.

Não procure oportunidades fotográficas somente quando estiver com a câmera em mãos. Procure-as o tempo todo. Isso fará com que aprimore consideravelmente sua percepção fotográfica.

DICA 2 - O ESPELHO DA CÂMERA, DICA NINJA!

Todo bom fotógrafo sabe que para sua foto ter um foco perfeito a câmera deve estar totalmente estabilizada em um tripé ou até mesmo na mão, principalmente em velocidades de obturador baixas. O que grande parte não sabe é que, mesmo em um tripé, ao fazer o clique, o impulso do deslocamento do espelho (das câmeras que o possuem) movimenta a câmera suavemente, e como resultado, prejudica a estabilidade, gerando uma leve trepidação. Notamos perda de foco principalmente em detalhes finos como galhos, folhas de árvore, pelos, prédios e texturas distantes ou pequenas.

As câmeras DSLR tem a opção de travamento do espelho para cima antes da abertura do obturador. Juntando isso com um temporizador para que a câmera dispare sozinha, suas imagens terão o máximo que sua lente e câmera possam oferecer de nitidez, caso tenha focado corretamente é claro!

O que vemos surgir atualmente é uma nova geração de câmeras denominadas "mirror less" que é exatamente a construção da câmera sem o espelho interno. O usuário vê a imagem diretamente no visor digital ao invés do clássico visor analógico. Neste caso, o problema de trepidação do espelho já não existe mais.

DICA 3 - USE SEU FLASH DURANTE O DIA.

Acredito que o flash embutido ou pop-up deve ser acionado quando você estiver fotografando sob o sol e desligado quando a luz ambiente está muito fraca. Se você esperava que eu dissesse o contrário, lembre-se que é sobre o sol forte que a câmera tem dificuldade para captar os detalhes nas sombras, devido ao grande contraste. Desta maneira, o flash embutido na câmera fornece uma valiosa luz de preenchimento. Quando a iluminação estiver fraca e você utilizar o flash da câmera como fonte principal de luz, a posição do flash, próximo à objetiva, faz com que os dois lados do modelo sejam iluminados de maneira igual, reduzindo a sensação de profundidade e textura.
Seguem duas imagens que fiz com potências diferentes de flash para exemplificar:

DICA 4 - FOCO NOS OLHOS.

Mesmo fotógrafos que não são especialistas em retratos, hora ou outra encaram com o desafio de fazer fotos de pessoas. A chave para um ótimo retrato está no foco nos olhos, principalmente ao fotografar com grandes aberturas para produzir uma profundidade de campo pequena. Se o nariz e as orelhas ficarem um pouco suaves, isso não é um grande problema, desde que os olhos fiquem nítidos. Se os olhos ficarem desfocados então a foto está perdida.

Para seu foco ser preciso em retratos, selecione o ponto de foco em seu visor que esteja posicionado sobre o olho mais próximo (normalmente, existe uma forma de selecionar o ponto em seu visor utilizando um seletor em sua câmera. Verifique o manual). Mais tarde, na medida em que você for se tornando um fotógrafo mais avançado, descubra como alterar o ponto de foco central de maneira permanente e como utilizar as funções personalizadas de sua câmera para mover a função de autofoco do disparador para o botão de autofoco (AF - normalmente localizado nas costas das câmeras com o nome AF-ON ou AE-Lock). Em seguida, para focar nos olhos você centraliza sua objetiva no olho mais próximo, pressiona o botão AF para travar o foco, recompõe o enquadramento e fotografa. Deste modo, o foco permanece travado até que o botão AF seja pressionado novamente. O lado negativo desta técnica é ter que lembrar de pressionar o botão AF toda vez que quiser focar. Sua câmera não irá mais focar quando você pressionar o botão disparador pela metade. Como eu disse, essa é uma técnica para fotógrafos avançados, e que leva a retratos de grande sucesso.

DICA 5 - SIM, AQUELE PARA-SOL DE PLÁSTICO É IMPORTANTE.

Mesmo sendo feito de plástico e tendo um formato esquisito, o para-sol é um equipamento importante que deve ser utilizado o tempo todo, principalmente para fotografar ao ar livre com sua objetiva apontada ao sol. O efeito de lens flare acontece quando a luz é refletida pelas lentes da sua objetiva. O lens flare reduz o contraste e altera as cores. Então encontre aquele para-sol e coloque-o na objetiva, a não ser que você realmente queira um efeito artístico em suas fotos.

DICA 6 - NARIZ NA DIREÇÃO DA LUZ.

O nariz na direção da luz é uma forma simples de evitar problemas em retratos. Quando for fotografar pessoas peça para virarem o nariz na direção da luz principal, assim evitará sombras estranhas invadirem o rosto.

Controlando a profundidade de campo.

Sua objetiva tem um conjunto de lâminas dentro do corpo que abrem e fecham como a pupila de um olho. O buraco entre as lâminas é a abertura. Seu tamanho é representado como um f-stop. Quanto mais aberto, mais luz o diafragma permite passar até o sensor da câmera e, quanto mais fechado menos luz entra. Veja a figura abaixo.

By Renato Gomes

By Renato Gomes

O tamanho da abertura também determina a profundidade de campo que sua imagem terá em foco. Quanto mais alto o f-stop (ou quanto mais fechado o diafragma), maior será o espaço visual, e quanto menor o f-stop (ou maior o buraco do diafragma) menor a distância dos objetos em foco.

Veja na imagem abaixo um exemplo disso. Defini o foco como manual e foquei nos 10cm da régua. Perceba que quanto mais fechamos o diafragma, maior fica nosso campo de visão em foco.

By Renato Gomes

By Renato Gomes

Sabendo disso, podemos sair por ai brincando e definindo nosso estilo de fotografar certo? Sim, mas existe um problema que nem todos sabem. Os fotógrafos mais experientes quase nunca usam suas exposições no máximo e no mínimo de suas lentes. Isso porque as lentes apresentam certas distorções em seus limites.

Vamos analisar uma lente que vai do f/2.8 ao f/22. Em 2.8 ela sofrerá muito com Vignetting (que é o escurecimento das bordas das fotos), e aberração cromática (cores de um tipo de desfoque que circulam os objetos da imagem, mais aparentes em altas luzes e contrastes), e em f/22 a imagem sofrerá com a difração, um fenômeno que acontece quando as ondas de luz encontram um obstáculo muito pequeno, neste caso a minúscula abertura do diafragma. Além disso, as imagens no limite de f/22 perdem substancialmente seu foco. 

Podemos dizer que o "filet mignon" dessa lente seria entre dois f-stops acima do f/2.8 e 2 f-stops abaixo do f/22, sendo que o máximo de qualidade seria obtido em f/8. Lembro que podem existir pequenas variações dependendo do tipo de lente e de suas aberturas. O ideal é procurar se informar para saber exatamente onde conseguirá a melhor qualidade de imagem com sua lente.

Agora que você já tem mais essa dica, aproveite para obter o máximo de qualidade com seu equipamento e desenvolva mais seu olhar fotográfico, para que essa qualidade toda faça jus ao que está capturando.

Continue fotografando!

Entendendo Gama de Cores

Podemos definir como Gama ou Gamut, qualquer frequência ou conjunto de cores existentes. Existe a gama de cores que nossos olhos conseguem enxergar, a gama que nossas câmeras conseguem registrar, outra que nossos monitores conseguem exibir e outra que as impressoras conseguem imprimir em RGB ou CMYK.

Cada uma delas tem suas limitações pelos processos que utilizam para reproduzir as cores.

Tendo como base a visão humana, criei um gráfico que mostra a representação de cada um desses processos, um comparativo visual para entendermos melhor.

O gráfico abaixo representa a gama total de cores que a visão humana consegue enxergar. Baseado nela, podemos ver o quanto cada mecanismo captura ou mostra seus respectivos espectros de gama.

gama-de-cores

Observe a foto abaixo. Quando capturei esta imagem na histórica cidade de Roma, meus olhos estavam maravilhados com a beleza e complexidade das cores do céu e da própria cidade. Uma riqueza de tons que só pessoalmente para vislumbrar toda sua plenitude. Ao tirar a foto, minha câmera já registrou o momento com uma perda de gama de cores, ao abrir no computador, meu monitor representa com uma perda ainda maior e, ao imprimi-la, já estava longe de ser aquilo que vi pessoalmente. Mas é claro que fiz o teste mostrando o impresso em CMYK para pessoas que não estavam lá, e todas acharam a imagem muito bonita, mesmo em sua menor gama de cores.

by Renato Gomes

by Renato Gomes

No caso dos monitores, quando trabalhamos com fotografia não podemos economizar. A diferença de um monitor profissional para um monitor comum é bem grande e isso ajuda muito no tratamento das imagens, mesmo que no final você vá imprimi-las.

Apesar de toda a grandeza de cores que conseguimos enxergar, ainda vemos muito pouco perto de todo o espectro de frequência existente. Veja nas tabelas abaixo quão pouco vemos de todo nosso mundo.

Espectro eletromagnético completo, by Wikipédia.

Espectro eletromagnético completo, by Wikipédia.

Imagem salva a alguns anos, não consegui achar mais a fonte.

Imagem salva a alguns anos, não consegui achar mais a fonte.

Não podemos separar as cores de suas frequências. Assim como o som se propaga por vibrações, as cores também chegam aos nossos olhos por vibrações denominadas de frequência. Cada cor tem uma frequência. Abaixo segue uma imagem que mostra duas frequências diferentes, altas e baixas.

Fonte: http://anasoares1.wordpress.com/2011/01/31/som-e-caracteristicas-do-som-frequencia-amplitude-e-timbre/

Fonte: http://anasoares1.wordpress.com/2011/01/31/som-e-caracteristicas-do-som-frequencia-amplitude-e-timbre/

Podemos dizer que dentro de nosso espectro de gama (nossa visão), a frequência mais rápida, ou (alta frequência), é representada pelas cores mais frias, acabando nos violetas, e as baixas frequências, pelas cores mais quentes, acabando nos vermelhos.

Alguns filtros adaptados para câmeras fotográficas conseguem registrar algumas frequências de cores infravermelhas e ultravioletas, mas não em toda sua amplitude. O resto das frequências só conseguimos ter acesso com equipamentos especializados, poderosos e caríssimos.

Não vou me aprofundar muito no assunto das frequências pois entraríamos em uma aula de física, que não é o objetivo deste post, mas fiz essa "pequena introdução" para que você possa saber que o mundo é muito maior do que nós conseguimos sentir ou ver.

Conclusão: Não se desanime por causa das perdas de gama que suas fotos terão no decorrer de todos esses processos. Milhares de fotos são impressas e compartilhadas todos os dias e são apreciadas por conseguirem resultados incríveis.

Acredito ainda que num futuro próximo teremos sistemas de impressão e monitores cada vez melhores, que possam reproduzir cores bem próximas as da visão humana. Já sei de algumas TVs de plasma que conseguem abranger até mais cores que nossos olhos podem ver. Outra nova tecnologia são dos monitores de O-LED mas isso já é para outro post.

Um conselho? Clique sua cena com sua câmera mas também clique com seus olhos. Imagine que a cada piscada você registra uma foto em sua mente daquela beleza incrível, recheada de um gamut de cores que não conseguirá mais representar com a mesma plenitude. Aproveite o momento e clique sempre!